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Whisky e Charutos
Por Celso Nogueira

 

Um bom charuto pede uma boa bebida.

Entre as opções alcoólicas o whisky se destaca como o destilado mais conhecido do mundo. As inúmeras marcas e os diversos tipos de whisky permitem combinações preciosas com charutos premium. Você vai conhecer, no decorrer desta matéria algumas das melhores duplas, em sugestões de conhecedores e especialistas.

O charuto é o cachorro enrolado, assim como o whisky é o cachorro engarrafado, para usar a metáfora do inesquecível poeta e compositor Vinícius de Moraes. Não há melhores amigos do homem, principalmente se os dois forem saboreados simultaneamente.

Para chegar a uma combinação feliz entre whisky e charuto é preciso analisar as características de ambos e tentar harmonizações a partir de alguns princípios básicos, levando em conta os estilos disponíveis dos dois prazeres. É necessário levar em conta esses princípios para obter uma combinação agradável.

O paladar de um charuto suave e fresco é diferente em termos de peso e nuances do que de um charuto meio fumado, e é diferente em cada avanço da banda.

Evolução

Com ou sem charutos, o whisky deve ser saboreado puro, sem gelo, com algumas gotas de água neutra para ajudar a liberar seu aroma característico. Assim ele revelará seu caráter por inteiro, mas aos poucos. Um bom whisky evolui no copo, apresentando após alguns minutos características diferentes de sabor e perfume, ou um equilíbrio distinto entre os diferentes elementos de sua composição.

O mesmo ocorre com os charutos premium, que evoluem durante a fumada, liberando suas qualidades conforme o fumante percorre os três terços em que classicamente eles são divididos.

Sendo assim, o harmonização entre charutos e whiskies não deve levar em conta apenas os traços clássicos de aroma e sabor, mas também o fator tempo, ou evolução. No quesito harmonia (charuto e whisky, como se pode ver, dá samba)  como na maioria das harmonizações temos duas opções: combinar por afinidade (sabor doce, aroma floral ou amadeirado etc.) ou contraste (doce e azedo, pungente e suave). A experiência mostra que, no caso, os melhores resultados estão nas harmonizações com afinidade – principalmente entre os representantes mais intensos e potentes.

Charutos e whiskies se destacam por certos traços. Os charutos, se forem puros encorpados, intensos, em que tabaco, terra, couro, especiarias e madeiras se destacam, podem abafar certos traços mais sutis dos whiskies, como nuances florais, amêndoas e baunilha. Da mesma forma, whiskies complexos pesados, como os de puro malte da ilha de Islay (Laphroig e Lagavulin, por exemplo), intensos em sabores e odores marítimos ou turfa, encobrem certas sutilezas de fumos mais suaves.

 

A grande comparação

Realiza-se anualmente em Londres no Restaurante Boisdales um concurso entre whisky e charutos, de Cuba e de outros países. Recentemente a combinação vencedora foi o Whyte &Mackay 30 anos com o hondurenho Don Ramos, seguindo-se o Dalmore Black Pearl com o Davidoff Millenniun blend, e em terceiro lugar o mesmo Dalmore Black Pearl com o Avo Domaine.

Uma degustação conduzida em São Paulo sugere que “o mais instrutivo será a combinação de charutos fortes com whiskies meio encorpados e vice-versa”.
Abaixo, as conclusões do painel, organizado pelo especialista Cesar Adames:

 

  Whisky

 


Charuto
Highland Park 25 YO

Highland Park 25 YO

Rico, poderoso, um malte complexo.
Doce, frutado

 

Romeo e Julieta Churchil

Estilo : Forte
Notas : Um charuto cubano clássico muito conhecido em Havana.Romeo e Julieta Churchil

 

The Corriermhor Cigar Reserve

The Corriermhor Cigar Reserve

Uma boa combinação embora o whisky e o charuto se neutralizem um ao outro.
Notas a chocolate, bem combinado com aromas penetrantes.

 

Partagas P2

Estilo : Forte
Notas : Esta edição limitada de charutos foi feita usando invólucros antigos escondidos no armazém. Estes invólucros têm uma doçura fermentada distinta.
Partagas Piramide

 

The Dalmore Cigar Malt

The Dalmore Cigar Malt

Doce, rico, frutado. Boa combinação.

 

Vegas Robaina

Estilo : Médio
Notas : Foi lançado em 1997.
Cuba procura criar novos charutos, devido ao embargo com os U.S.
Um charuto muito popular.
Vegas Robaina

 

The Dalmore Cigar Malt

Glengoyne 17 YO

Malte limpo, delicado e suave. Ligeiramente doce, este malte combina bem com o charuto.

 

Santa Damiana

Estilo: Suave
Notas : O único não cubano das provas.
Este charuto tem um invólucro Connecticut, que é a única parte do charuto que não é feita na Republica Dominicana.
Monte Cristo nº 3

 

The Dalmore Cigar Malt

The Dalmore Cigar Malt

Uma combinação melhor do que a anterior.
Um charuto subtil com um whisky ligeiramente doce.

 

Monte Cristo Nº3

Estilo : médio
Notas : Um dos cubanos mais populares no mundo. Foi apreciado o aroma a cedro.
Monte Cristo nº 3

 

Auchentoshan Three Wood

Auchentoshan Three Wood

A suavidade e doçura deste malte combina bem com este cubano suave. Boa combinação de aromas.

 

El Rey del Mundo

Estilo : Suave
Notas : Foi fundado em 1882, e foi feito na mesma fábrica do Romeu e Julieta.El Rey del Mundo

 

Para os membros do Single Malt Whisky Club de Portugal, em artigo publicado no site da confraria, destacam-se as seguintes combinações: O peso pesado Cohiba Siglo IV com o Auchentoshan 3 wood combina na perfeição. Outra união possível, apesar das dificuldades dos whiskies de Islay, é o Blend Black Bottle com o Vegas Robaina Classico.

No canto dos blends temos o acerto do Chivas Regal 18 anos com o Montecristo nº 1. Os fumadores de charuto têm no Dalmore Cigar Malt um de seus favoritos, e a combinação deste com o Punch merece nota alta , assim como o Glenfiddich Gran Reserva casa na perfeição com o cubano Romeo y Julieta nº 3. Outra pedida é o Ledaig 10 anos com um glorioso lonsdale Rafael Gonzales.

Já os confrades do Cigar Club brasileiro desenvolveram preferências específicas, como Lagavulin (conhecido como o aristocrata de Islay) 16 anos e o potente Camacho Corojo Diadema, recomendação de Urias Hobaik.

O Chieftain’s Cigar Malt (nas versões Mild e Robusto), assim como o Dalmore Cigar Malt, foram especialmente desenvolvidos para acompanhar charutos.  O Mild apresenta na boca notas marcantes de flores e frutos, com menta, damasco e peras em compota no nariz, segundo Keir Sword, da Cigar Box and Royal Mile Whiskies, de Edimburgo. Jens Tausch, consultor do European Cigar Journal, da Alemanha, sugere os seguintes charutos para o Chieftain’s Mild Cigar Malt: Camacho Criollo Robusto e Dunhill Aged Caleta. O Hoyo de Monterrey Epicure 2 também é uma boa pedida.  Já o Chieftain’s Robusto Cigar Malt pede charutos encorpados de Cuba ou Nicarágua, como Joya de Nicaragua Antaño Robusto Grande, Cohiba Robusto e Vegas Robaina Familiar.

No caso do Chieftain’s Robusto Cigar Malt, o especialista Regis Lemaitre leva em conta o fator temporal e sugere uma maneira de acompanhar a evolução do charuto na forma de beber o whisky:
“No nariz o Chieftain’s Robusto Cigar Malt tem bastante cereja e fumaça, com nível agradável de doçura. O sabor adocicado revela traços de turfa. Com água seu sabor se torna muito intenso e volátil. Vale a pena tentar uma experiência. Minha recomendação é dividir o whisky em dois copos. No primeiro, acrescentar algumas gotas de água, e beber para acompanhar o primeiro terço do charuto. O whisky do segundo copo deve ser bebido puro, sem diluição, conforme o charuto cresce em intensidade de sabor. Assim a potência do whisky acompanha a do charuto. Minha harmonização é um puro cubano potente, como o Cohiba Robusto.”

Celso Nogueira

 

Tipos de Whisky

“Whisk(e)y” é um destilado a base de grãos produzido no mundo inteiro. A palavra vem do gaélico antigo, uisge-beatha, que significa “água da vida”.  Aquavit/Akvavit e vodka são tipos de uísque, mas por razões práticas são vistas de maneira distinta. “Whiskey” é escrito com ‘e’ em quase todos os países do mundo, entretanto, na Escócia escreve-se “whisky”, o que faz bastante diferença, devido à grande quantidade da bebida que é produzida lá e à excelente qualidade dos “whiskys” escoceses. No Brasil, a palavra aportuguesada tornou-se “uísque”.

Scotch
O uísque produzido na Escócia é chamado simplesmente de scotch (que significa escocês), e abrange uma vasta quantidade de estilos e sabores.

A bebida é feita com cevada maltada. A cevada é colhida e molhada para começar a germinar; assim que começam a surgir os primeiros brotos eles são aquecidos a (na maioria das vezes) em fogo de turfa (matéria esponjosa e escura, constituída de restos vegetais em decomposição) para interromper o crescimento. Assim está pronto o malte, que é a base para a preparação dos melhores uísques escoceses.





Há quatro tipos de uísque escocês:

Single malt:
destilado exclusivo de cevada, é o tipo mais nobre de whisky. Se for single barrel, vem de um único barril.

Vatted: mistura de dois ou mais single malts. Single malt, single barrel e vatted são todos pure malt.

Grain whisky: destilado de grãos, principalmente do trigo, milho e centeio.

Blended: o mais popular. Mistura de grains e single malts, normalmente possui na sua composição cerca de quarenta tipos diferentes. O blended standard não tem indicação de idade, sendo envelhecido pelo menos três anos. O mais consumido é o de oito anos.

Para os puristas o único verdadeiro whisky é o single malt (os radicais exigem o single barrel) escocês.

Os scotches Single Malts são aqueles produzidos em uma única destilaria, enquanto o Blended Scotch é a mistura de scotches de diversas destilarias. Uma analogia que é bastante usada faz uma comparação entre a sinfonia (blended scotches) e o solo (single malt).

 

 

 

 

Regiões Produtoras da Escócia

Os scotches podem ser separados por categorias, tendo como base a parte da Escócia em que foram produzidos. O local onde foram feitos ajuda a definir seu estilo e sabor.

Lowlands (planícies) – Scotches produzidos na área de Glasgow e Edimburgo são chamados de lowland scotches. Um ingrediente chave para a fabricação da bebida é a água. A água das planícies cruza as colinas passando por arbustos e musgos. De modo geral, os scotches das planícies são mais leves, suaves e delicados do que os preparados nas montanhas ou ilhas escocesas.

Por serem mais leves costumam ficar menos tempo envelhecendo antes de serem engarrafados (muito tempo em barris de carvalho alteraria o sabor suave). É por isso que são, de modo geral, mais baratos, não por terem qualidade inferior, mas por ocuparem menos tempo nos armazéns até estarem prontos para o mercado.

 

Highlands (montanhas) – Muitas destilarias escocesas ficam nas montanhas. É uma área geográfica diversa que abrange Campbelltown na costa Atlântica, Speyside (onde existe um grande número de destilarias) na costa oeste e as ilhas Orkney, no mar norte.

Campbelltown – Os scotches preparados em Campbelltown são mais ricos e encorpados. Costumam ser menos florais e delicados, e mais intensos e robustos. Respondem melhor a longos períodos de envelhecimento em barris de carvalho e consequentemente são mais caros. Muitos scotches envelhecidos em barris de xerez são de Speyside. Quando utilizados para envelhecer scotches os toneis de xerez fornecem suavidade e doçura que não se pode obter do carvalho puro.

Islands (ilhas) – Na designação oficial de scotches existem quatro regiões geográficas (Lowland, Highland, Campbelltown e Islay).

 

Nas ilhas é usado o tradicional e ainda assim muito comum método de aquecer a cevada germinando com turfas. O uso das turfas dá um sabor distinto aos scotches; outro fator que faz a diferença nos scotches produzidos nas ilhas é que eles são envelhecidos próximos ao oceano.
O carvalho é poroso, e ‘respira’ ao longo do processo de envelhecimento, trazendo um pouco da brisa do mar ao uísque, com isso, scotches produzidos nas ilhas costumam ter um toque marinho.

O local onde os uísques são envelhecidos tem grande impacto no resultado final, principalmente por causa da umidade. Barris que são estocados em armazéns próximos ao mar têm uma troca de ar mais lenta, resultando em um processo de envelhecimento mais longo e delicado. Já os tonéis em locais menos úmidos respiram mais através do carvalho seco (a perda que ocorre por causa da evaporação é chamada de “dose do anjo”).


Uísque Irlandês

Os irlandeses criaram a primeira destilaria de uísque moderna. O uísque produzido na Irlanda difere do escocês em dois pontos fundamentais: recebe uma terceira destilação e não usa forno de turfa para secar a cevada. Isso faz com que o produto final tenha um gosto menos esfumaçado/turfento dando um sabor mais puro (que pode ser melhor ou pior). A maioria dos uísques irlandeses disponíveis no mercado é blended (recebe a mistura de dois ou mais tipos distintos de uísque) e tem como ingrediente base a cevada. É tentador comparar o uísque irlandês com o Single Malt Scotch, mas é melhor compará-los aos Blended Scotches (Walker, Dewar’s, etc).

Bourbon

O Bourbon é a contribuição americana ao mundo do uísque. Essa foi a bebida escolhida pela família real da França em 1800 e, hoje, barris de bourbon são a principal escolha de muitos produtores de scotch para envelhecer ou finalizar seus uísques. 

O lugar, o processo e os ingredientes definem o bourbon em relação à outros uísques. Tecnicamente não há um local exato para a fabricação de um bourbon, mas dizem que os são de Kentucky (conhecida como terra do bourbon). “Jack Daniels” não é considerado um bourbon porque vem do Tennesse.

Os bourbons são parcialmente feitos de milho e envelhecidos em barris de carvão vegetal parcialmente queimados. O milho tem uma doçura natural que a cevada não tem, portanto, o produto final é mais doce (o que, sem dúvida, explica porque é o uísque favorito entre os jovens).

 

 

 

 

 

Rye

O Rye também é um uísque americano, normalmente é produzido pelas mesmas pessoas que fazem os bourbons. Enquanto o bourbon precisa de pelo menos 51% de milho, o rye precisa de pelo menos 51% de grãos de centeio em sua base.

 

 

 

 

 

Uísques americanos e canadenses

Esses uísques têm o trigo como ingrediente base para produção. Preparar uísque com trigo ao invés de cevada é mais barato, mas resulta em um produto final mais leve e menos agradável. Os canadenses tem melhor histórico na produção de uísques do que os americanos e, obviamente o Crown Royal e o CC têm seus adeptos. Diante disso não temos muito mais com que nos preocuparmos. Uma exceção é o Michter, que é definido como uísque americano, mas que tem sabor muito parecido com o do bourbon.  Pode-se imaginar que tenha milho entre seus ingredientes, mas não o suficiente para ser chamado de bourbon.

 

Harmonizações

Com ou sem charuto, o whisky deve ser saboreado puro, sem gelo, com algumas gotas de água neutra para ajudar a liberar seu aroma característico. Assim ele revelará seu caráter por inteiro, mas aos poucos. Um bom whisky evolui no copo, apresentando após alguns minutos características diferentes de sabor e perfume, ou um equilíbrio distinto entre os diferentes elementos de sua composição.

Os especialistas sugerem que “o mais intuitivo seria a combinação de charutos fortes com whiskies mais encorpados, mas muitas surpresas podem aparecer de harmonizações não convencionais".

Charutos e Uísques Single Malt

Charutos e uísques Single Malt tem, por assim dizer, "almas" semelhantes: ambos trazem consigo em sua forma mais pura as características da terra onde nasceram. O tabaco e a cevada trazem dentro de si, parte da terra de onde vieram.

Para melhor ilustrar essa teoria basta ver que charutos com folhas de regiões diferentes têm sabores e aromas diferentes, as vezes feitos até pela mesma família, como os charutos da Rep. Dominicana, ou os charutos de Cuba. O uísque Single Malt é o único tipo de uísque que possui a mesma habilidade de trazer consigo todas as caractéristicas da terra de onde vem, permitindo ao bebebor um copo com o todo sabor original, sem interferências.

Para facilitar a consulta , segue abaixo uma lista de uísques das diversas regiões.

 

Campbeltown
Glen Scotia, Mull of Kintyre
Springbank, Mull of Kintyre

Highland
Aberfeldy, Aberfeldy, Perth and Kinross (Midlands)
Auchroisk, Mulben
Balblair, Edderton/Northern Highlands
Ben Nevis, Fort William/Western Highlands
Blair Athol, Pitlochry, Perthshire
Clynelish, Brora/Northern Highlands
Dalmore, Alness/Northern Highlands
Dalwhinnie, Dalwhinnie
Deanston, Doune
Edradour, Pitlochry
Fettercairn, Laurencekirk
Glencadam, Brechin
Glen Garioch, Oldmeldrum,
Glengoyne Dumgoyne,
Glenmorangie, Tain/Northern Highlands
Glen Ord, Muir of Ord/Northern Highlands
Glenturret north of Crieff
Loch Lomond, Alexandria
Lochnagar Ballater ou Royal Lochnagar
Oban, Oban/Western Highlands
Pulteney Wick/Northern Highlands
Teaninich, Alness
Tullibardine, Blackford

Islands (menos Islay)
Arran, Lochranza/Isle of Arran
Kirkwall/Isles of Orkney
Isle of Jura, Jura/Isle of Jura
Highland Park, Kirkwall, Isles of Orkney
Scapa, Kirkwall, Isles of Orkney
Talisker, Carbost/Isle of Skye.
Tobermory, Isle of Mull

Islay
Ardbeg, Port Ellen
Bowmore, founded 1779, oldest Scottish distillery
Bruichladdich
Bunnahabhain, Port Askaig
Caol Ila, Port Askaig
Lagavulin, Port Ellen
Laphroaig, Port Ellen

Lowland
Auchentoshan Dalmuir
Bladnoch Wigtown
Glenkinchie, Pencaitland

Speyside
Aberlour, Charlestown-of-Aberlour
Allt-á-Bhainne, Glenrinnes
Ardmore, Kennethmont,
Aultmore, Banffshire
Balmenach, Cromdale
Balvenie, Dufftown
Benriach, Morayshire
Benrinnes, Banffshire
Benromach
Brackla, Nairn, ou "Royal Brackla"
Cardhu, Knockando
Cragganmore, Ballindalloch
Craigellachie
Dailuaine, Aberlour
Drumguish, Kingussie
Dufftown, Banffshire
Glenallachie, Banffshire
Glenburgie, Morayshire
Glendronach, Aberdeenshire
Glendullan, Banffshire
Glen Elgin, Morayshire
Glen Grant, Rothes
Glenfarclas, Ballindollach
Glenfiddich, Dufftown
Glen Keith, Keith
The Glenlivet, Ballindalloch
Glenlossie, Elgin
Glen Moray, Elgin
Glenrothes, Rothes
Glen Spey
Glentauchers Keith
Inchgower, Buckie
Knockando, Knockando
Knockdhu, in Huntly
Linkwood, sul de Elgin
Longmorn, entre Rothes e Elgin
The Macallan, Craigellachie
Macduff, Banff
Mannochmore, Elgin
Miltonduff, Elign
Mortlach, Keith
Speyburn
The Speyside
Strathisla, Keith
Strathmill
Tamdhu, Aberlour
Tomatin, Tomatin
Tomintoul, Ballindalloch
Tormore, Grantown N Spey

Por Celso Nogueira

 

 
   
 

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