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"Marquillas"

Algumas 'marquillas' exibem medalhas de
prêmios conquistados em exposições internacionais

Marquilla é a palavra espanhola usada hoje para designar as belas litografias coloridas que ornamentam as caixas de charutos. Originalmente, porém, designava a litografia que envolvia os maços do cigarro. 

Marquilla vem de marcar, palavra que, segundo o "Diccionário Crítico Etimológico Castellano e Hispânico", de J.Crominas y J.A. Pascual, significa "assinalar uma pessoa ou coisa, especialmente uma mercadoria para que se distinga de outras". 

O que atualmente chamamos de marquilla já foi também bofetón. Verificamos isso na obra "El Libro del Tabaco", de Antonio Nuñez Jimenez. 

Porém, segundo o "Léxico Tabacalero Cubano", de José E. Perdomo, a palavra bofetón também já teve aceitação restrita. Indicava a folha de papel litografada, que cobre a primeira fileira de charutos. Bofetón deriva de bofetada - o soco dado para fechar a caixa. 

Marquilla é certamente a palavra mais usada atualmente.

Cada marquilla tem um significado particular. Sua inspiração tanto pode ser a literatura clássica como a mitologia ou a lenda, a atividade tabacalera, uma cena nacional ou um personagem da História. 

No centro da marquilla quase sempre existe uma figura humana ou uma paisagem. Em lugares de destaque, aparecem a marca da fábrica e o nome da cidade onde se encontra a indústria. Muitas litografias também exibem medalhas de prêmios conquistados em exposições internacionais.

As mais famosas marquillas originaram-se em Cuba. A multiplicidade de fabricantes e de marcas de charuto produziu, naquele país, uma valiosa coleção de litografias. Bibliotecas, museus e pessoas colecionam. 

Ao estatizar a indústria tabacalera, Fidel Castro fechou algumas fábricas e conservou outras. Mas as marquillas das marcas que preservou não seriam alteradas. 

Em 1848, existiam 232 fábricas de charutos em Cuba. Para se diferenciarem umas das outras, conceberam marquillas distintas. 

As primeiras litografias eram impressas manualmente. O precursor desse trabalho foi o dominicano Don Juan de Mata y Tejada. 

Somente em 1874, com a fundação da Imprensa Litográfica Habanera, por Luis Marquier, a impressão das marquillas passou a ser feita em máquinas. 

A Biblioteca Nacional José Marti de Havana, possui em seu acervo três grossos cadernos, reunidos sob o título de Álbum de Cromos. Neles há um total de 3.932 marquillas. A maioria mede 12 cm de comprimento por 8,5 cm de altura.

Verdadeiras obras de arte as marquillas que identificam as caixas de charutos têm história e vida próprias. Conheça aqui o significado de algumas das mais famosas:

El Rey del Mundo
A figura de um índio aparece em um carro puxado por animais que representam os cinco continentes. Em sua mão esquerda, vê-se um charuto. Tema predileto de poetas e artistas cubanos, o índio sempre é exibido com plumas coloridas.
Bolívar
Homenageia o grande general e político latino-americano Simon Bolívar, líder do movimento que resultou na independência da Venezuela, da Colômbia e do Equador. El Libertador é retratado com a expressão serena e os lauréis conquistados no campo de batalha.
La Gloria Cubana
Uma das mais belas marquillas de Cuba. Mistura imagens da mitologia greco-romana com símbolos latino-americanos: o índio empunhando folhas de tabaco, as palmeiras etc. PAX é a deusa benéfica romana que corresponde à grega Irene.
Punch
Ilustra os diferentes momentos da produção tabacalera, a arte do charuto elaborado manualmente, desde a chegada do tabaco a fábrica, em pacotes com as folhas agrupadas por tipos, até o acondicionamento dos puros em caixas de cedro.

Romeo y Julieta
Reproduz o famoso casal de amantes de Verona, que cometeu suicídio para escapar do ódio entre suas famílias. Romeo sobe em uma escada de corda para alcançar os braços da amada. O tema inspirou a clássica tragédia de Shakespeare.

 

Por Larrañaga
Marquilla também inspirada em Shakespeare. A mulher ao centro evoca Titânia, personagem da comédia Sonho de Uma Noite de Verão. Está sentada em um carro puxado por leões e acompanhada por crianças que representam os cinco continentes.

Sancho Panza
Fiel escudeiro do cavaleiro errante Don Quijote de La Mancha o gorducho Sancho Panza é representado em três momentos diferentes que representam a obra do escritor Miguel de Cervantes Saavedra.

 

Montecristo
Baseada no livro de Alexandre Dumas O Conde de Montecristo, tem representado nesta marquilla as espadas presentes nos duelos e a flor de lis ao centro do brasão. A flor era o símbolo dos degradados e representa o Conde.

 

 
   
 

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