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Complementos de um Desfrute
Por Celso Nogueira


De umidores a porta-charutos, o universo do aficionado
conta com um sem fim de acessórios de primeira linha


Apreciadores de charutos, em sua maioria, concentram recursos na aquisição de seus tabacos prediletos. Mas umidores, porta-charutos e cortadores são fundamentais para o prazer de fumar.

O acúmulo de bons charutos leva à procura de uma caixa adequada a sua conservação. E o senso estético aprimorado privilegia tanto a eficiência quanto a beleza, combinação que o aficionado busca na hora de adquirir o umidor, o porta-charutos e o cortador.

 

Características de um umidor

A perfeita conservação dos charutos exige que a temperatura esteja entre 18º-20ºC e a umidade do ar entre 70-75%. O umidor é uma caixa que propicia a correta armazenagem dos charutos, mesmo por um longo período. Saiba escolher um adequado, a partir das dicas abaixo.


Para a parte externa de um umidor existem diferentes tipos de material. O revestimento  pode ser de cedro, nogueira, carvalho, mogno ou outra madeira nobre, envernizada ou encerada. 

1) A Tampa
A qualidade mais importante da tampa é seu peso. Quando o peso não é o apropriado, o umidor não fechará perfeitamente, conseqüentemente não proporcionará um ambiente adequado para manter as propriedades de um charuto. Para adquirir o peso correto a tampa deve ser feita de madeira maciça.

A tampa pode levar uma grande variedade de decoração ou impressões. Isso não altera a qualidade dos umidores, apenas agrega mais valor a eles. Existem umidores com a tampa de vidro, usada em lugares públicos, por exemplo, pois com isso as pessoas não precisam levantar a tampa para ver o conteúdo. Mas a tampa de vidro gera muitos pontos de contato difíceis de isolar, o ar interno pode escapar, ficando mais difícil  manter as propriedades dos charutos. Por isso, com umidores com tampas de vidro devemos tomar muito cuidado ao expor a luz do sol ou fortes lâmpadas, pois a temperatura interna pode ser elevada facilmente.




2) A Dobradiça
As dobradiças são colocadas na parte do fundo do umidor, sempre internamente. Com isso a tampa fica mais fácil de abrir e também ela pode ficar aberta a 90º enquanto você escolhe seu charuto.




3) Parte interna do umidor
Diferentemente da parte externa, a parte interna de um umidor é feita apenas com cedro. Com essa madeira o umidor apresenta temperatura e umidade constantes. Os umidores podem ser fabricados a partir de três tipos de cedro:

Cedro Espanhol
Defendido por muitos experts como o melhor tipo de cedro para a parte interna do umidor, o cedro espanhol. A maioria das fábricas dominicanas e cubanas utiliza tal cedro em suas caixas devido, principalmente, a seu aroma peculiar. Ao contrário do que muitos pensam, a árvore não é originária da Espanha e sim do Brasil e outras localidades da América do Sul e Central.

Cedro Americano Vermelho
Comparado ao cedro espanhol, sua qualidade em preservar a temperatura e umidade é mais fraca e proporciona um aroma mais forte que pode ser até desagradável após um longo período de armazenamento.

Cedro Hondurenho
Sua qualidade em preservar a temperatura e umidade é equivalente ao do cedro espanhol, porém o hondurenho tem um aroma mais suave, e não é tão resistente contra o lasioderma.
Nos últimos anos surgiram umidores de acrílico capazes de rivalizar com os de cedro, embora não sejam nem tão eficientes nem tão bonitos quanto os de madeira.


4) Umidificação

O objetivo de umidificar é manter constante o nível de umidade e temperatura dentro do umidor. Geralmente os umidores já vêm acompanhados de um umidificador, também chamado de efusor. Esses aparelhos são feitos de metal ou plástico e contêm uma esponja dentro deles. A água evapora lentamente, mantendo a umidade constante. Os umidores tradicionalmente vêm com os umidificadores na tampa da caixa, porém o mais eficiente é deixar o umidificador na parte de baixo da caixa, pois assim todos os charutos são umidificados uniformemente. A água deve ser reposta periodicamente. Deve-se usar água pura, sem cloro, de preferência destilada.




5) Higrômetro

Todos esforços para manter as propriedades dos charutos são em vão se não conseguirmos medir os resultados. Para isso serve o higrômetro, com ele somos capazes de seguir as mudanças de temperatura e umidade o tempo todo. Existem dois tipos de higrômetros disponíveis hoje em dia: o analógico e o digital. No ponto de vista estético, o analógico é muito melhor, pois combina perfeitamente no estilo de um umidor.


A solução moderna é o higrômetro digital, porém os digitais mais exatos costumam ser  mais caros que os analógicos, não reagem imediatamente a mudanças de umidade e precisam de baterias. Por outro lado, são fáceis de ler e oferecem termômetro acoplado.

6) Vedação perfeita

Uma tampa pesada não é o suficiente para fechar o umidor perfeitamente, por isso os umidores possuem uma sobra de madeira que veda por inteiro a caixa. Esta margem pode ser colocada tanto na parte superior quanto na parte inferior.

7) Separadores e prateleiras

Eles são utilizados para separar os charutos de diferentes tamanhos dentro do umidor. Os separadores nada mais são do que pedaços de cedro que ajudam a organizar os charutos e evitar a mistura de aromas de charutos diferentes. Já as prateleiras são utilizadas em umidores maiores a fim de acomodar os charutos em dois andares.

 

Armazenamento

Antes de colocar seus charutos num umidor novo é aconselhável passar um pano úmido na parte interna, para que a madeira absorva a umidade antes dos charutos. Charutos embalados no celofane ou em tubo de alumínio demoram o dobro do tempo para chegar ao teor de umidade adequado.

Além dos umidores disponíveis nas lojas existem peças de coleção. São caixas antigas, outras de produção limitada com charutos especiais, geralmente feitas em Cuba. Atingem milhares de dólares em leilões, e são arrematadas por milionários do petróleo ou lojas sofisticadas, para exposição. Ou são umidores de grife, como o mais novo objeto de desejo dos amantes de charuto, batizado de Will Cigador, criação do arquiteto Johannes Will. É produzido apenas sob encomenda, em couro costurado à mão, com interior de cedro brasileiro e estrutura de alumínio, fecho magnético e higrômetro de precisão ajustável. Cabem 60 a 70 charutos Churchill ou 80 a 90 Robustos.


Porta-charutos em couro são os preferidos

Atualmente os porta-charutos (também chamados de charuteiras,  petacas – impropriamente - ou pureras, termo espanhol) de couro são os mais usados. Alguns são revestidos com cedro, outros possuem estruturas metálicas, e podem ser adquiridos em diversos tamanhos, com capacidade para um, dois e até cinco charutos. Além dos artigos de couro bovino existem pureras de couro de serpente, avestruz e crocodilo. Entre as marcas de prestígio internacional destacam-se Davidoff, Dunhill, Porsche, Cuban Crafters, Xikar e Beryllus.

Até o século XIX os materiais mais diversos eram empregados na fabricação dos porta-charutos, como se vê na foto das peças do Museu Nacional, em tartaruga, couro, prata e marfim:

Os porta-charutos comportam de um a quatro unidades. Na hora de escolher o modelo é preciso levar em conta a quantidade que se deseja transportar e o tamanho dos charutos (tanto diâmetro quanto comprimento). Os melhores devem equilibrar porte e elegância, bom acabamento e eficiência (evitar que os puros sejam danificados). Os de couro devem ser rígidos, e mesmo os melhores tendem a absorver a umidade dos charutos. Por isso não servem como umidores de viagem. E o charuto não pode ficar neles por muito tempo.

 

Cortadores e furadores

O importante ao remover a proteção da parte do charuto que se leva à boca é garantir um fluxo adequado da fumaça. Seja qual for o procedimento escolhido, não deve deixar fragmentos do tabaco na boca do apreciador. Por isso evita-se improvisar. Nada de palito de dente, mordida ou qualquer idéia que possa danificar o tabaco. Esses recursos só valem quando realmente não houver um cortador à mão. Os mais distraídos podem adquirir isqueiros já equipados com furador, tesoura ou cortador.

Na hora de cortar a extremidade fechada do charuto dois instrumentos se destacam: o cortador e o furador. Nos charutos parejos - dois lados paralelos terminando com a cabeça arredondada -, ambos podem ser utilizados com vantagens e desvantagens. Entre os cortadores, o de guilhotina com dupla lâmina é o mais adequado.

Além de garantir precisão, a lâmina dupla evita a maceração da ponta do charuto, risco que se corre com a utilização de uma lâmina única. O ponto ideal do corte é após a curva da capa, entre dois e três milímetros da extremidade.

A tesoura também pode ser utilizada no corte, mas deve ter um excelente fio e o charuto precisa estar em condições ideais de umidade. Caso contrário, a capa é facilmente danificada. A precisão é uma das maiores vantagens dos furadores, que eliminam as chances de cortes mal-feitos. A exceção é que eles não podem ser utilizados nos formatos figurados, como os belicosos e as pirâmides. No charuto parejo furado a fumaça se concentra em uma região mais próxima à boca. Isso faz com que as pessoas percebam um sabor mais encorpado.

 

Suporte

Nada mais desagradável do que não ter onde deixar o charuto, em ambiente público, por causa do cinzeiro cheio ou inexistente. Para evitar a saia-justa existem os suportes de aço ou prata, dobráveis, que cabem na carteira e podem ser montados em cima de qualquer superfície plana, para acomodar o charuto quando ele não está sendo fumado.

 

Fontes:
www.cigador.com
www.realitytabaco.com.br
http://revistaadega.uol.com.br/Edicoes/11/artigo27180-1.asp

 

 

 
   
 

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