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Charutos e Bebidas
Por Cesar Adames

O gosto pessoal do fumador deve ser considerado durante a escolha da bebida para acompanhar um charuto

Fumar um charuto é um grande prazer, descobrir seus aromas e sabores, se perder na fumaça após cada baforada, tudo nos leva à reflexão e aproveitamento daquele momento em especial.

Uma boa bebida é sempre um complemento ideal para aumentar as sensações e o prazer das combinações possíveis. Tempos atrás uma revista nacional de gastronomia realizou uma degustação para verificar qual seria a melhor bebida que combinasse com o charuto.



O escalado para a "tarefa" foi o cubano Romeo y Julieta Churchill, um dos charutos mais consumidos do mundo neste formato e responsável por mais de hora e meia de puro prazer.

 

As bebidas que fizeram parte da degustação foram; Xerez (Sherry), Vinho do Porto, Whisky Single Malt, Rum e Cognac, consumidas nesta ordem, levando em conta seu teor alcóolico.

Cada uma delas apresentou características interessantes quando combinadas com um charuto e o resultado final revelou um empate técnico entre o Rum e Cognac, que por terem um teor alcóolico mais elevado que as demais bebidas foram os preferidos nesta degustação. Será que este resultado é o ideal?

Devemos ficar somente com o Rum, que tem em suas origens a mesma região dos charutos, ou com o Cognac que tem a tradição de longa parceria com os mesmos? A melhor resposta para esta pergunta é a de que assim como não temos regras fixas para degustar um charuto, a mesma liberdade vale para a escolha da bebida.

O charuto e a bebida ideal

Escolher um charuto é uma questão de dia, local e estado de espírito.

As possibilidades de combinação são inúmeras, tudo depende única e exclusivamente do gosto pessoal do fumador.

As bebidas escolhidas para serem consumidas com charutos normalmente são as que foram utilizadas naquela degustação, mas não devemos esquecer de outras possibilidades que às vezes são colocadas em segundo plano como os licores, vinhos, bourbons e até mesmo alguns tipos de cerveja (normalmente as mais encorpadas).

Liberdade para ousar é a única regra, bebidas que nem imaginamos combinar com os charutos podem nos surpreender.

 

 Vinho do Porto e Charutos

Considerado por muitos apreciadores uma excelente harmonização com charutos, o Vinho do Porto tem diversas categorias, cada uma delas com seus sabores e aromas próprios. Por terem estilos próprios e diferenciados podemos dividi-los em três grupos distintos:

Vinhos envelhecidos em casco: apresentam aromas de frutas secas como nozes e amêndoas, sabor macio e uma doçura acentuada. Com o passar dos anos vão ganhando intensidade aromática, ficando mais suaves e persistentes. Neste grupo temos os Tawny, Tawny Reserva, Colheita e Tawnies com Indicação de Idade (10 Anos, 20 Anos, 30 Anos e Mais de 40 Anos).

Vinhos com caráter de fruta fresca: apresentam normalmente aromas de framboesa e amora. A cor destes vinhos é tinta e tinta escura. Na boca tem uma presença mais marcante. Fazem parte deste grupo os Ruby, Ruby Reserva, LBV (Late Bottle Vintage) e Vintage.

Vinhos Brancos: é o menos representativos dos vinhos do porto, pois são encontrados com diferentes tipos de doçura e envelhecimento. São mais frutados, pois ficam a maior parte do tempo concentrados em tonéis de madeira. Para cada um destes estilos e tipos é possível fazer uma associação com um charuto que harmonize sem superar o vinho e vice versa.

 



Especificações dos vinhos e harmonizações possíveis:

Branco - O Vinho do Porto branco pode apresentar aromas florais e frutados nos vinhos mais jovens e aromas mais complexos nos mais envelhecidos. Para este tipo de vinho algumas combinações possíveis são: Alonso Menendez Robusto, Davidoff Ambassatrice e Fonseca Delicias.

Tawnies com indicação de Idade (10 Anos, 20 Anos, 30 Anos e mais de 40 Anos) - São vinhos de qualidade elevada obtidos pela mistura da colheita de diversos anos resultando em uma cor mais clara, notas de frutos secos e persistência aromática. Para estes tipos de vinhos algumas combinações possíveis são: Le Cigar Corona Junior, Macanudo Hyde Park e Hoyo de Monterrey Epicure No. 2,

Colheita - Vinhos provenientes de uma única só colheita. Ficam em barris de madeira pelo período mínimo de 7 anos. Com o envelhecimento a cor evolui para uma tonalidade mais clara. Tem sabor mais persistente com um bouquet complexo. Para este tipo de vinho algumas combinações possíveis são: Dona Flor Pirâmides, Avo Domaine Avo 20 e Cohiba Robusto.

LBV (Late Bottle Vintage) - Provenientes de uma só colheita são engarrafados entre o 4º. e o 6º. ano após a colheita. Tem aromas mais frutados e são mais encorpados na boca. Para este tipo de vinho algumas combinações possíveis são: Macanudo Robust Hampton Court, Partagas Serie D No. 4 e Cohiba Esplendidos.

Vintage - É um vinho de qualidade excepcional proveniente de um só ano. São engarrafados entre o segundo e o terceiro ano pós-colheita. Tem uma tonalidade escura e são bastante encorpados. Com o envelhecimento em garrafa diminui a adstringência aumentando a complexidade aromática e gustativa. Para este tipo de vinho algumas combinações indicadas são: Bolívar Royal Corona e Punch Punch.

Alguns dos portos mencionados acima, você encontra na loja Charutos e Cachimbos, acesse este link.

 

 Habano-Cognac: aliança perfeita


Habanos e Cognac: uma relação duradoura e que amadurece a cada dia

Apesar de estarem geograficamente a um oceano de distância, o Cognac e os Habanos (charutos cubanos) são originários de dois terrenos excepcionais, ricos em história e com uma experiência profissional única. 

Durante a manhã, na colheita ou na vindima, uma neblina idêntica vem proteger tanto as finas vegas de Vuelta Abajo, quanto os vinhedos de Cognac. 

As semelhanças entre os dois seguem durante a dupla fermentação das folhas de tabaco, que corresponde à dupla fermentação dos aguardentes que irão compor o Cognac. 

Duas técnicas desenvolvidas através de combinações sábias e secretas e que perseguem o mesmo objetivo: a harmonia de aromas. 

Esta cumplicidade continua na hora da degustação. Ambos exigem um ritual, aspirando a fumaça ou tomando um pouco do Cognac para reconhecer os sabores e preparar o paladar.

Com tantas coisas em comum, os Habanos e o Cognac acabaram estabelecendo uma aliança histórica. 

A BNIC (Oficina nacional interprofesional do Cognac) e a Associação Alliances Contact iniciaram contatos com a empresa cubana Habanos S.A. durante o último Festival del Habano (realizado em Cuba de 25 de Fevereiro a 1 de Março de 2002), para realizar uma parceria que será formalizada oficialmente durante o 2º Festival Cognac-Habano.

Isso tudo foi resultado de um trabalho desenvolvido durante um ano na cidade de Cognac, onde 50 especialistas em degustação, maitres, destiladores e profissionais de restaurantes se esforçaram para encontrar alianças perfeitas entre os dois produtos.

E felizmente esses casamentos perfeitos são muitos. 

Entre os charutos cubanos foram escolhidos Vegas Robaina (Clássicos, Famosos), Cuaba (Exclusivo, Divinos), Romeo y Julieta (Cedros de Luxe No. 2, Churchill) Hoyo de Monterrey (Hoyo des dieux, Double Corona), Cohiba (Esplendidos, Robustos), Montecristo (Especial, No. 2) e Partagas (Serie D 4, Churchill de Luxe). 

Os Cognacs foram AE. Dor (Reserve Cigar), Baron (Hors d`âge), Bisquit (Cohiba), Camus (XO Borderies), Courvoisier (Napoléon), Drouet (XO Cigar), Frapin (XO Vip), Gabreielsen (Hors d`âge), Girarud Paul (Très rare), Gourmel (Age des épices), Grateaud (XO), Guillon-Painturaud (Extra Vieux Pineau), Hawkins (XO Club Cigare), Hennessy (XO), Hine (Family Reserve), J.Dupont (Cigar Reserve), J.Fillioux (Cigar Club), Leónie (XO), Marnier (XO), Martell (XO Suprême), Meukow (Extra), Montifaud (Special Cigare), Otard (Extra), Ragnaud Sabourin (Alliance no. 35), Remy Martin (Extra) e Remy Tourny (Héritage).

Os melhores resultados e alianças perfeitas foram conhecidos durante o 2º Festival Cognac-Habano, realizado em 20 a 23 de junho de 2002, na cidade de Cognac, França. 

Para os apreciadores dos dois produtos foi um evento único e extremamente marcante. 

 

Combinação inusitada

A cachaça e seus rótulos retratam a personalidade do povo brasileiro, da simplicidade ao espírito alegre

Ao longo da história percebe-se que cada povo escolheu a sua bebida nacional a partir das matérias primas que dispunha para produzí-las. 

Assim, no Brasil colonial das imensas plantações de cana-de-açúcar, o povo criou a sua bebida, a Cachaça, por volta de 1532.

Como se vê, as bebidas nacionais parecem refletir, de alguma forma, as condições ecológicas das regiões onde são produzidas, e isso as tornam perfeitamente adequadas ao clima, ao solo, ao próprio espírito do povo que as consome. 

Não é difícil perceber então, que a simplicidade da cachaça, suas qualidades organolépticas, sua capacidade de se adaptar aos sabor das frutas nas caipirinhas, batidas e coquetéis, sua possibilidade de se tornar remédio, através de infusões e macerações com as mais diversas ervas e raízes, fazem dela uma bebida que retrata profundamente o espírito alegre, descontraído e aventureiro do povo brasileiro que a criou. 

Mostrar a cachaça é mostrar a alma do povo brasileiro, com a sua mágica maneira de viver, num país de muito sol, sabor e temperos.

A verdadeira cachaça nasceu nas montanhas de Minas Gerais, onde os cerca de 8.000 alambiques, produzem perto de 200 milhões de litros/ano e guardam segredos que começam no plantio da cana e passam pela colheita, a fermentação, a destilação em alambiques de cobre e o envelhecimento em tonéis de madeiras diversas como o Bálsamo, o Jequitibá, a Amburana, o Carvalho, o Jatobá, a Manduirana, o Ipê a Canela entre outras.

A cachaça pode ser também uma excelente combinação para se fumar um charuto.

A Carta de Cachaças, projeto desenvolvido em parceria pelo Belo Horizonte Othon Palace Hotel e a Loja Cachaças do Brasil (localizada no Espaço Cultural Bahia Shopping), especializada em cachaças artesanais, produziu em uma quantidade enorme de drinks com a colaboração com o barman Carlos Félix. 


Confira abaixo alguns dos que se harmonizam perfeitamente com o charuto.


Romeu e Julieta Churchill com Cachaça Rainha das Gerais e licor Benedictine.


Montecristo com Cachaça Magia de Minas, licor de ervas finas, twist de laranja flambado.


Dona Flor com Cachaça Bendita, licor de pêssego, Saint Remy e cereja.

 

Cervejas & Charutos
Por: Cesar Adames


Para provar que nem só o Cognac, Rum e Vinho do Porto harmonizam com os charutos, a SBAV - Sociedade Brasileira de Amigos do Vinho realizou recentemente uma degustação de charutos e cervejas artesanais para ver os resultados desta parceria inusitada. Depois de um jantar típico alemão, os associados receberam um charuto Dona Flor Double Corona para degustar em conjunto com as cervejas Eisenbahn fabricadas em Blumenau.

Eisenbahn Pilsen- É a mais conhecida no Brasil e também a mais consumida no mundo. É uma cerveja clara puríssima do tipo Lager, de baixa fermentação, suavemente amarga e de médio teor alcoólico (4,8%). De coloração dourada, a Eisenbahn Pilsen trás o sabor das cervejas de puro malte. Charutos recomendados Aquarius Robusto e Davidoff No. 3, por serem charutos bastante suaves.

Eisenbahn Dunkel- Cerveja do tipo Lager, de baixa fermentação, com amargor e corpo mais acentuados que a Pilsen, mas sem ser forte, com teor alcoólico de 4,8%. Ao contrário das lager escuras nacionais que normalmente são adocicadas e escurecidas com caramelo, a Eisenbahn Dunkel é feita com maltes torrados importados, que lhe conferem aroma e paladar incomparáveis. A receita da Dunkel leva cinco diferentes tipos de maltes importados. O resultado é uma cerveja com notas de torrefação e de café em seu paladar. Charutos recomendados: Le Cigar Corona Junior e Hoyo de Monterrey Epicure No2, por serem charutos de sabor suave médio.

Eisenbahn Pale Ale- É uma cerveja de coloração âmbar, de paladar e amargor mais encorpados e complexos e com teor alcoólico de 4,8%. É muito parecida com as Ales inglesas e a temperatura ideal para seu consumo é entre 3 e 5 graus. O termo Pale Ale, que significa uma Ale Palha, ou clara. Foi criado na Inglaterra para descrever as cervejas mais claras da época, que tinham cor de cobre. As cervejas do tipo Ale representam a melhor tradição européia, especialmente as belgas e inglesas. As Ales são cervejas de alta fermentação ou fermentação a calor, que realça os sabores mais complexos, frutados e lupulados deste tipo de cerveja. São encorpadas e têm características variadas, sendo doces ou amargas, claras ou escuras. Charutos recomendados: Caravelas Corona Gorda, Partagas Serie D No. 4, por serem charutos de uma maior potência.

Eisenbahn Weizenbier- É uma cerveja de trigo leve e refrescante. Com textura e corpo mais densos, é admirada pela mistura perfeita dos cereais. Como não é filtrada, conserva em cada copo o fermento utilizado no processo de fabricação, ganhando cor e um sabor sem igual. Charutos recomendados: Cohiba Siglo IV e Macanudo Robust Hyde Park, por terem um sabor pronunciado.

Eisenbahn Weizenbock- É a primeira cerveja de trigo escura do Brasil, feita rigorosamente de acordo com a Lei Alemã da Pureza de 1516. A Weizenbock é uma refinada cerveja de trigo escura com alto teor alcoólico (8%). Feita com cinco tipos de malte, corpo intenso com notas de torrefação, sem perder o sabor e aroma frutados da Eisenbahn Weizenbier tradicional. Charutos recomendados: Brasil Autênticos Robusto e Romeo y Julieta Belicoso, por serem charutos de sabor de média força.

 

 
   
 

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